Carlos Drummond de Andrade

"Ninguém é igual a ninguém. Todo ser humano é um estranho ímpar"
(Carlos Drummond de Andrade)

sábado, 13 de julho de 2013

UM DIA A CAÇA, NO OUTRO O CAÇADOR - O CATIGO DO FALAZ



Planejei friamente o meu crime
Um dia jurei te amar loucamente – mentira doente!
[desejei apenas
E no momento certo
Desvirtuei a sua angelitude
De repente, tornou-se mulher
Tão Sensata e atraente
E desejei aquela garotinha maleável que se 
                                              [escondeu em meio a tanta personalidade

Brinquei de amor, agora sou a vítima
Apostei na sua constante ingenuidade
Mostrei-lhe o paraíso, depois o inferno
E levou-me a um passo do abismo – sem esforço

Fui traído pelo meu instinto e você movida pelo seu
Trouxe-me o medo de perdê-la de vista - um dia
E largado estou agora
Esperando o seu sorriso
Escrevendo a poesia.
(24/12/2010)

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