Carlos Drummond de Andrade

"Ninguém é igual a ninguém. Todo ser humano é um estranho ímpar"
(Carlos Drummond de Andrade)

sexta-feira, 12 de julho de 2013

O TEMPO NÃO PÁRA




Resistir ao passado me tortura
Quero reviver aqueles pecados
Quero mergulhar nos Sábados
Quero viver a paixão pura

Hoje, descobri que o tempo não retorna
Tudo que resta depois duma festa é o regresso
A vida é um processo sem volta

No fundo não existe recomeço
A velhice nos espera na porta
A mesmice eu até já conheço
Se tivesse outro jeito parava o ponteiro das horas

É! Não adianta pensar no passado
As pessoas que eu quero já foram embora
Por isso não me desespero
Confesso sentir saudade
Mas não há tempo
A morte me espera lá fora.

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