O que eu escrevo nem precisa ter sentido
Apenas sentimento
Nem precisa ter contexto
Apenas palavras
Nem precisa ser bonito
Apenas ser meu momento
E mais uma vez pergunto – Para onde vai esse meu pensamento?
Agora estou na Grécia Antiga no tempo de Sócrates e os
sofistas
Na margem da verdade e dos trogloditas
A beira duma loucura sem Ás
E lá está uma parte de mim – aquela que pensa
A outra tá cá dentro esperando desencarnar
Como regredi a ponto de esquecer quem sou
Como é difícil recomeçar sem identidade
É uma amnésia virtuada por uma memória adormecida - sem sonhos ou lapsos
E quem sou não sei.
Tantas incertezas me condenam
Tantas certezas me absolvem
Tantas mentiras me atraem
Aff! Quanta desordem
(17/07/2012)
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