Carlos Drummond de Andrade

"Ninguém é igual a ninguém. Todo ser humano é um estranho ímpar"
(Carlos Drummond de Andrade)

sábado, 13 de julho de 2013

Pesadelo



Volto e não sei se volto
Envolto volto
Volto ao meu passado amargo
Doce como o mel das acácias
Ai! Sou inconformada
Dizem que eu tenho tudo
Mas eu digo que não tenho nada
Falta alguma coisa
Que me mata
Em vuto volto
Envolta em meu manto
Vejo um segredo coberto por chamas
Chamas
Chamam o meu medo
O meu desejo agora é acordar
E sair da cama.

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