Carlos Drummond de Andrade

"Ninguém é igual a ninguém. Todo ser humano é um estranho ímpar"
(Carlos Drummond de Andrade)

sexta-feira, 12 de julho de 2013

PARAFENÁLIAS BREVES



 I
Quanto tempo faz que eu não te vejo?

Há Quanto tempo sinto falta do seu beijo?

Tantos gostos

Tantos jeitos

Nenhum igual ao seu

Nenhum sorriso tão perfeito



II

O que é bom sempre volta

O que é ruim volta e revolta

O que faz sofrer faz crescer

O que faz crescer faz sorrir

O que mata te faz viver



III

Disse o sábio: O insuportável é que tudo é suportável

Disse o eterno: Para viver, precisa-se de registro no concreto

Disse o poeta rebelde: Para ser eterno, precisa-se viver ao extremo

Disse o enfermo: Não quero orgia, não quero dinheiro...

Eu disse: Tudo vem de acordo com as nossas necessidades

(21/08/2010)


 IV


Seria fácil saudar o dia, acordar esbanjando alegria
Sorrir para os mal encarados
Abraçar, dizer eu te amo
Ser uma presença presente para o irmão que esta precisando...
Seria mais fácil acordar escrevendo poesia, cantarolando aos quatro ventos distribuindo boas energias.
Ah! Como tudo seria mais fácil se o meu espírito fosse mais forte que a sensação de fracasso.

V

- Que matemática é essa?
- A resposta é sempre um pedaço da ciência e um pedaço do céu
É difícil pensar em meio a tanto barulho
É difícil ouvir as vozes que sussurram
É impossível viver
Assim como é impossível deixar de existir
O que faz a diferença é: as escolhas e a filosofia de vida que optamos por seguir.
 
 

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