I
Fizeram-nos
reciclaveis
Tipo: papa-tudo dos
esgotos da cidade
Consumistas
absurdamente insensatos
Desgenerados, dementes,
desgraçados
Somos os palhaços
dum circo sem lona.
Quem rir? Quem lucra
com a nossa loucura
O palestrante que
trabalha a auto-ajuda
Quem ganha em prol
da nossa desventura
A conclusão é que
somos pobres farrapos
Alienados sem limite
Tristes caveiras
ambulantes - escravas do próprio ego
Trapos deslumbrados
com a rara sorte
O filho pródigo da
vida
Bagaços das
barganhas da morte.
(09/03/2011)
II
II
Máquinas, máquina,
máquinas
Máquina que mata
Máquinas que
maquinam a matança
São as maquinas que
nos dar esperança
Máquinas, sempre
máquinas!
Máquinas que
registram
Máquinas que
controlam
Máquinas que
disciplinam
O mundo é uma fábrica
de máquinas
Máquinas que pensam
Máquinas que não
pensam nada
Máquinas que
controlam o tempo
Máquinas em todo
canto da casa
Máquinas para prever
o futuro
Maquinas que
prolongam a vitalidade
Máquinas que dizem o
que penso
Máquinas que só
falam a verdade
Máquinas que
escravizam a vida
Máquinas que não
poupam – papam
Máquinas que os
vermes comem
Máquinas que o chão
não traga
Máquinas humanas
Máquinas de lama
Máquinas que traçam
Máquinas de aço... Máquina
é sempre máquina
Rezem para que eu
não esteja viva daqui a cem anos
Ou tudo que sei da
terra será muita informação para a carreira do mundo.
Entretanto...
Sou aquela que o
mundo precisa para entender a geração de hoje
Que por sinal, nem
sei qual é.
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| FÊNIX |

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