Carlos Drummond de Andrade

"Ninguém é igual a ninguém. Todo ser humano é um estranho ímpar"
(Carlos Drummond de Andrade)

sexta-feira, 12 de julho de 2013

MÁSCARAS





Existe sempre aquele dia escuro
Com aquela angústia sem nexo
Anexada a um sentimento inexplicável
Misturado àquela vontade de ficar sozinha
Hoje – por exemplo - entrei no meu quarto
Tirei a máscara que transpassa alegria
Caí num abismo de lágrimas
Senti que estava vazia
Chorei simplesmente porque lembrei do passado
Por não ter ninguém para dizer: amo você
Chorei porque ainda sou aquela menininha escondida num canto
Porque não consegui ser forte - e chorei
Chorei porque a saudade do que não vivi me atormenta
Chorei porque queria expulsar os monstros da minha gaveta
Eu chorei...
E num estalo mental, agradeci a Deus a oportunidade
Tenho tudo que preciso
ESTOU VIVA - PENSEI.

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