Carlos Drummond de Andrade

"Ninguém é igual a ninguém. Todo ser humano é um estranho ímpar"
(Carlos Drummond de Andrade)

sábado, 13 de julho de 2013

SÍNDROME DE PETER PAN



Sinto saudade do tempo de criança
Quando a minha aparência não predizia o meu estado
Quando a minha inocência justificava os meus erros
Sinto falta daqueles abraços que a minha mãe me dava
Sinto falta das histórias que a minha avó contava
...Sinto Falta.
Sinto falta dos irmãos que não tive
Da infância roubada
Dos limites sem limites
Do prodígio que fui
E sinto vergonha da mulher que me tornara – fútil
Queria eu voltar a ser criança
E como Peter Pan, fugir e não voltar pra casa
(22/01/2011)

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