Carlos Drummond de Andrade

"Ninguém é igual a ninguém. Todo ser humano é um estranho ímpar"
(Carlos Drummond de Andrade)

sábado, 13 de julho de 2013

Analise e poesia



Vejo os ônibus passando
Pessoas apressadas
Outras, como Zumbis nas praças
Vejo gente gritando
Carros roncando
O som estourando
E muita gente alienada
Vejo a cidade acordada
Ninguém descansando
Eu estou com sono
Mas não quero ir pra casa
É um tédio não observar a vida
Que corre desesperada
A matéria tem prazo de validade e acaba
Quero aprender e ensinar
Analisar o que as pessoas pensam
Quero ser diferente e fazer a diferença
Não desejo ser Socrática, tampouco louca ou burlesca
Quero sentir e vestir a vida não através do tato ou farrapos
Mas através das letras.

(26.01.2012)

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