Carlos Drummond de Andrade

"Ninguém é igual a ninguém. Todo ser humano é um estranho ímpar"
(Carlos Drummond de Andrade)

sábado, 13 de julho de 2013

TRAÇOS HISTÓRICOS DA MINHA ETNIA: SALVE AOS GUERREIROS DA LIBERDADE


Quando Canta o sabiá no escuro
Dorme a senhorinha na casa
Apanha o negro sisudo
O chicote... Grita e mata
Toras de abater elefante
Taras de miscigenar a etnia
No escuro lutam homens e lobos
 Patriotas, loucos e touros
Essa é a realidade que a mentira desvia
A história traz muitas caras
Caras de aleive e verdade
Caras de risos e choros
Caras de liberdade, ambição, maldade...
Declaro o meu canto aos guerreiros das senzalas
Aos orixás, Zumbi, Besouro Mangangá
Essa poesia é para saudar e agradecer a luta  – ainda acesa.
Para tornar arte o sofrimento de outrora
Serei a poetisa de um mundo caduco?
Será eu a cigarra que incomoda a sinhá?
 (11/05/2011)  


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