Quando Canta o sabiá no escuro
Dorme
a senhorinha na casa
Apanha
o negro sisudo
O
chicote... Grita e mata
Toras
de abater elefante
Taras
de miscigenar a etnia
No
escuro lutam homens e lobos
Patriotas, loucos e touros
Essa é a realidade que a
mentira desvia
A história traz muitas caras
Caras
de aleive e verdade
Caras
de risos e choros
Caras
de liberdade, ambição, maldade...
Declaro
o meu canto aos guerreiros das senzalas
Aos
orixás, Zumbi, Besouro Mangangá
Essa
poesia é para saudar e agradecer a luta
– ainda acesa.
Para
tornar arte o sofrimento de outrora
Serei
a poetisa de um mundo caduco?
Será
eu a cigarra que incomoda a sinhá?


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