Ainda vivo na utopia de criança
Acredito na perfeição dos seres
No príncipe encantado dos contos
Nas histórias da carochinha
Ainda acredito na fé
Em anjos que nunca vi, mas sei que existem
O meu lado mulher me leva a ciência
O meu lado menina me prende a sábia inocência
Quanto contraste!
Pra que lado voou?
E numa rima sem rima me perco no caminho das palavras
Sei que quero me encontrar em algum lugar- em alguém, quem
sabe?!
Sei que gosto de escrever cousas de mim e do mundo
Cousas que certamente serão de alguém algum dia
Nas letras encontro o meu testemunho
Descrevo as mentiras que só eu acredito
As verdades que o mundo procria
Que injustiça acreditar somente na verdade unilateral
A verdade é a mentira fria- depende do ângulo que se espia
Com temor digo: Serei poetisa de direito – Um dia.
E ao pensar em Rimbald, Drumond, Augusto, José, João,
Antônio, Zé
Serei a Fênix – Afinal todos somos
O pássaro sem endereço certo – posto corpo
Aquele que transmuta entre os níveis da existência
A andarilha movida pelas convicções dos mundos
A mulher que programaram para não acreditar na imortalidade
do espírito
E preferiu seguir a intuição do astral
Vistes? Ainda sou aquela garotinha.
(25.03.2012)
Nenhum comentário:
Postar um comentário
CARO LEITOR, ESTE ESPAÇO É DESTINADO A VOCÊ.
REGISTRE A SUA OPINIÃO.