Carlos Drummond de Andrade

"Ninguém é igual a ninguém. Todo ser humano é um estranho ímpar"
(Carlos Drummond de Andrade)

sábado, 19 de maio de 2012

O CAMINHO DA HUMANIDADE


Tudo muda o tempo todo

O tudo que tudo tem

As vezes fica vazio por não ter ninguém– E EU?

Todo mundo precisa de tudo – até da morte

Mas o que é tudo quando se tem muito?

O que é muito quando o tudo que ainda tenho é nada?

O que é nada quando o tudo é tudo e nada é tudo que resta?

O que resta depois do tudo?

Tudo bem?!

O mundo não se importa com ninguém

Estar vivo porque não consegue se autodestruir

Ou será que prefere brincar de xadrez?

Sei La!

O mundo fica

O corpo humano se desintegra

Os ciclos não cessam

Tudo recomeça após a primeira badalada do sino

A natureza se reconstrói

O ser humano se destrói...

E assim caminha a humanidade mórbida.

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