Carlos Drummond de Andrade

"Ninguém é igual a ninguém. Todo ser humano é um estranho ímpar"
(Carlos Drummond de Andrade)

domingo, 13 de maio de 2012

AO DESPERTAR

Amanheceu
O sol invadiu o meu quarto
O vazio deitou-se em minha cama
E o silêncio beijou-me a boca
Senti uma confortante sensação de segurança ...
Era só a brisa tocando o meu ego
E assim, agradeci a gentileza.
Estou viva – ligeiramente Pensei.
Dia após dia adormeço
Acordo e percebo que estou à solidão
Afundando nos meus pesadelos
Alimentando o medo de gozar a vida
Dia após dia sinto o tempo roubando – sem esforço – a minha beleza
...

Vai-se os meus sonhos de criança
Vai-se as loucuras de adolescente
Vai-se tudo – inclusive o tempo – inclusive a vida
Vai-se as primaveras
Morrem as rosas e margaridas
Vai-se o mundo para o buraco escuro
Vai-se...
Vou nessa ida.

(17.11.2010. FÊNIX)                                                                              

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