Carlos Drummond de Andrade

"Ninguém é igual a ninguém. Todo ser humano é um estranho ímpar"
(Carlos Drummond de Andrade)

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Reflexão: Cativos da reprodução de ideias.



Não nasci para ser mais uma Maria –Pensei - Tenho uma identidade cultural, social, intelectual e todos os “al” que eu quiser – afinal, sou livre. Estes eram os murmúrios do meu pensamento revolucionário até pouco tempo. Desconstruíram o meu universo particular; fui metaforicamente desfragmentada pelas teorias e experimentos do cotidiano. Pecheux, Bakhtin, Saussure, Durkheim, Comte, Paulo, Focault... Tantas cabeças pensantes que não cabem em recados íntimos. Após conhecer -superficialmente- a Análise do discurso, as vertentes ideológicas ganharam novos rumos, diria até uma “amadurecência” quase instantânea. Entrei na estrada da reflexão: quem sou, o que penso, e principalmente acerca dinâmico e silencioso processo de Xerox metamórficas.
De repente numa ação de atividade cerebral tão natural, fui obrigada a concordar que sou a cópia famigerada de alguém. Não há portas para a independência social - deram-me os espelhos e vi o mundo doente da geração coca-cola; somos objetos do meio e do fim – Somos sempre a largada do fim e o início de um novo ciclo antigo. Não importa o que façamos, aonde vamos ou o que pensamos, seremos sempre cativos reprodutores de ideias.


10/07/2013


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