Não nasci para ser mais uma Maria
–Pensei - Tenho uma identidade cultural, social, intelectual e todos os “al”
que eu quiser – afinal, sou livre. Estes eram os murmúrios do meu pensamento
revolucionário até pouco tempo. Desconstruíram o meu universo particular; fui
metaforicamente desfragmentada pelas teorias e experimentos do cotidiano. Pecheux, Bakhtin, Saussure,
Durkheim, Comte, Paulo, Focault... Tantas cabeças pensantes que não cabem em
recados íntimos. Após conhecer -superficialmente- a Análise do discurso, as vertentes ideológicas ganharam novos rumos, diria até uma “amadurecência” quase
instantânea. Entrei na estrada da reflexão: quem sou, o que penso, e
principalmente acerca dinâmico e silencioso processo de Xerox metamórficas.
De repente numa ação de atividade
cerebral tão natural, fui obrigada a concordar que sou a cópia famigerada de alguém. Não há portas para a independência social - deram-me
os espelhos e vi o mundo doente da geração coca-cola; somos objetos do meio e
do fim – Somos sempre a largada do fim e o início de um novo ciclo antigo. Não
importa o que façamos, aonde vamos ou o que pensamos, seremos sempre cativos
reprodutores de ideias.
10/07/2013

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